A PEDIDOS….

História “CADA RESPIRADA QUE VOCÊ DER”, por Jorge Zahell.

Músicas se originam de arranjos sonoros harmoniosos que provêm de uma dimensão mais elevada. Quando adequadamente captadas pela intuição aguçada de alguns profissionais da área, elas conseguem nos ajudar a tocar a nossa alma, conseguem nos transportar para outro mundo, pois são capazes de nos colocar em contato com outras percepções do nosso Ser, em contato com sentimentos que transcendem tempo e espaço.

Recentemente muitas pessoas me solicitaram para descrever qual é a canção que mais me impactou na vida. Bem, admito que quando jovem eu não era muito ligado em músicas. Mas hoje, muito mais conectado na alma, eu me dou conta de que há inúmeras delas que me emocionam até as lágrimas, que me trazem recordações fantásticas. Entretanto, há uma canção em especial, uma que desde cedo me fez lembrar de algo que ainda não tinha vivido – aparentemente.

Trata-se da música que pela primeira vez me fez transcender meu mundo físico e tocar a minha alma. Antes de explicar tudo que se passou comigo desde então, vamos à música: EVERY BREATH YOU TAKE, lançada em 1983 pelo THE POLICE. Clique aqui para ver o vídeo legendado e depois acompanhe abaixo a história desta música dentro da minha vida.


Música “EVERY BREATH YOU TAKE” (Cada Respirada que Você Der) permeando minha vida –  JORGE ZAHELL

Era 1991, e eu estava com minha namorada numa balada chamada BATURITÉ, na cidade de Balneário Camboriú, sul do Brasil. De repente começou a tocar uma música que me tirou daquele local, apesar do meu corpo ter permanecido ali. Senti que era algo que vinha de outra esfera, um sentimento de amor máximo transmitido por essa linda música do conjunto The Police, um hit na década de 80, mas ainda forte nos anos 90.

Parecia mais um chamado…. Eu sentia algum Ser feminino supremo entrando em contato comigo. E, definitivamente, não tinha nada a ver com minha namorada, o que eu estava sentindo ia muito além do meu namoro.

Ahhhh…. confesso que foi o máximo! Eu entrei em êxtase, não queria mais pensar em nada, tampouco sair dali. Quando voltei a mim, eu estava tão soberbo e vivendo um enlevo tão impactante que não cabia em mim mesmo, sentia-me o homem mais poderoso da galáxia…. não, do Universo todo…. incluindo as dimensões paralelas. Tanto é verdade que, daquele instante em diante, eu parecia ter me tornado o centro da atenção das mulheres, hipnotizadas que estavam por algo que eu representava e incorporava naquele momento – e que transcendia tudo, desde o meu corpo até o tempo e o espaço. De repente passei a receber inúmeras cantadas e até passadas de mão, como se fosse um Pop Star, uma celebridade a quem não havia como resistir. Minha namorada parece ter percebido algum assédio e tratou de me arrancar dali – até porque eu não conseguia raciocinar direito, ainda estava atordoado.

Pena que o efeito logo passou e eu voltei ao meu mundinho.

Os anos se passaram…. Eu casei, separei, quebrei a cara no amor inúmeras vezes e, enfim, errei mais do que acertei – nada de mais, considerando que todos nós estamos sujeitos a isto. À medida que minhas desventuras amorosas foram se somando, o meu medo de me entregar ao amor só foi crescendo, o que me fazia atrair mais experiências cheias de atrito ou vazias – semelhante atrai semelhante. Mas, apesar do vazio no coração que só crescia, uma coisa nunca esqueci: aquela sensação de completude, êxtase, saudade e amor toda vez que escutava esta música. Ela definitivamente me transmitia algo!

E uma vez que eu não conseguia me encontrar no amor até os meus 44 anos, volta e meia me pegava sonhando com aquele enlevo vivido em 1991, me lembrando de algo que não conseguia entender – mas que era mais real que eu mesmo. Era como se eu sentisse que apesar de não me acertar com as mulheres, uma sumidade feminina me acompanhava, cuidando de mim e tentando me ajudar em meio às minhas próprias trapalhadas românticas.

Hoje, tendo ampliado meu acesso a uma Consciência Elevada (que todos possuímos), sei muito bem o que aconteceu naquela noite, naquela balada, lá em 1991. Era uma parte mais elevada de mim mesmo expressando, através de uma música, o quanto me amava, o quanto sentia saudade e o quanto eu pertencia a ela – em cada passo, em cada respiração, cada erro, cada acerto. Eu a sentia (e ainda sinto) como minha alma gêmea transcendental, minha outra metade, dizendo para a sua parte masculina terrena o quanto pertencíamos um ao outro, o quanto eu era amado, o quanto o cenário da vida JAMAIS teria poder para nos afastar, o quanto a distância, o tempo e o espaço pouco importavam para nosso amor absoluto.

E, considerando a solidão na qual eu vivia (por não me encontrar na questão do amor), aqueles sentimentos eram um bálsamo – mesmo que temporário, raro e meio ilusório para mim na época. Nas poucas vezes que eu conseguia fazer esta conexão, eu até me tranquilizava, me recarregava e me enchia de esperança no sentido de poder finalmente viver o tão comentado Amor Sublime. Mas sabe como é…. normalmente o mundo físico toma conta, nos hipnotiza e acabamos deixando de lado quaisquer magias que não se encaixam naquilo que nossa mente racional aceita. E assim a nossa vidinha segue…. engessada pela própria mente racional.

Após passar por alguns desafios muito fortes e chocantes na vida, eu finalmente voltei a me encontrar com aquela energia, aquela poderosa presença feminina – através de diversas formas diferentes, através das mais variadas mulheres, eventos e fenômenos. As incontáveis dificuldades que passei (pessoais e profissionais), por anos a fio, me fizeram reduzir os julgamentos e racionalismos humanos, abrindo espaço para experiências transcendentais. Apesar daquela fêmea etérea raramente se manifestar de uma forma declarada, aprendi a captá-la nos sinais, no próximo sorriso, na próxima magia da vida, numa flor, na natureza, num animal. E minha vida mudou, mudou muito. Vivi o que sequer imaginava sonhar.

O principal legado dela? Minha Luz Própria.

Ela me fez brilhar novamente, me ajudando a viver um amor fantástico com uma jovenzinha muito mais nova, que brilhou como minha estrelinha fugaz, por pouco tempo mas intensamente…. e partiu deste mundo.

E eu não deixo de agradecer a ambas em todos os momentos de epifania, de euforia, de enlevo, de gratidão e felicidade, pois sei que aquela minha alma gêmea nunca deixa de me observar e me amparar – agora ladeada pela minha estrelinha fugaz

PS.: Quer saber o que mais e melhor expressa aquela sumidade feminina? A LUA. Sempre que me sinto muito só, triste ou até em êxtase, eu olho para ela, pisco e sei que sou correspondido, sei que ela está sempre me observando, sempre me assistindo, em cada respiração, cada suspiro, cada vitória e cada tropeço que dou.

Como é bom saber que se é amado assim, total e incondicionalmente !

Enfim, para muitos, esta música pode representar uma pessoa amada que já partiu. Ok. Ou alguém que não aceita o término de uma relação, um perseguidor que tem a intenção de cuidar ou vigiar aquela pessoa que resolveu se retirar de sua vida. Independente dos motivos do autor ou das interpretações dadas à canção, no meu caso em particular ela representa uma mulher que precede tudo, que precede o tempo e o espaço…. e que usou esta música para expressar seu amor incondicional, sem quaisquer egoísmos e desejando para mim apenas minha felicidade e realização plena, com qualquer mulher que eu viesse a escolher – como se ela permeasse a todas ! Não é à toa que a maioria das pessoas considera esta uma canção de amor.

“Oh, can’t you see? You Belong to Me” (Ah, você não percebe? Você pertence a mim), no meu caso, apenas significava minha amada transcendental me questionando, naquele momento, como eu podia não me dar conta de que eu e ela somos intrínsecos, de que somos um só (aparentemente feitos 2 metades, separadas pela ilusão do espaço-tempo, mas intimamente conectadas como 2 partículas quânticas entrelaçadas que sentem e reagem uma à outra). Significava ela me inquirindo como eu podia ainda não me dar conta de que apesar de pertencermos um ao outro, apesar dessa nossa coesão que transcende as aparências da Relatividade, ainda assim nos dávamos um ao outro a opção de sermos livres para vivermos quaisquer outras aventuras “sozinhos”, para vivermos a aparente separação entre nós dois e inclusive a existência de “outros” amores em nossas vidas – quando na verdade nunca deixamos de ser aquele “Ser Único” que se fez “O Outro”, apenas para brincar.


E então…. gostou? Ficou curioso?   

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Quer saber mais?

Então…. Vem comigo !

Em breve será publicado o livro MANUAL DO HOMEM APAIXONADO – PARTE 1 – aqui neste mesmo blog (onigya.com) na seção BOOKS do Menu. Ele contém muitas histórias cheias de Consciência, Amor, Paixão e Romance, tudo comentado por mim a partir de uma perspectiva mais elevada da vida (que vem diretamente de uma Consciência Cósmica — assim chamada no livro citado). Outros livros e sugestões também estarão disponíveis na sequência.

Boa sorte!

JORGE ZAHELL
Imagem de Cocoparisienne, por Pixabay

2 Comments Add yours

  1. Elton José Bechtold says:

    Jorge, essa música também gosto muito. A partir de agora vou fechar os olhos quando ouvi-lá e tentar de alguma forma alcançar essa sensação de bem estar. Demais !

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  2. Luiz says:

    Parabéns por ter conseguido sentir e viver o amor. . nem que tenha sido breve porém intenso. .. algo tão complicado para a maioria das pessoas que estão sempre fugindo daquilo que mais anseiam : amar e serem amadas.
    A música conseguiu transpor a artificial barreira criada pela mente para que o verdadeiro sentimento pudesse aflorar e ser reconhecido como parte integrante de nós mesmos. Valeu. .

    Liked by 1 person

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