É ERRADO QUERER ?

O ato de querer afasta o objeto do seu desejo?

Do livro A JORNADA DO EU RELATIVO, de Jorge Zahell

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Inúmeras filosofias humanas afirmam que o simples ato de querer é inadequado como forma de atração daquilo que se deseja, pois consideram que todo ato de querer é sempre lastreado na ideia da falta — o que, assim, supostamente promoveria o afastamento do objeto do desejo, em vez da atração dele. Eles consideram que toda aspiração pressupõe a admissão de uma falta, o que assim supostamente perpetuaria a escassez pelo simples fato de a pessoa ter desejado aquilo que alegadamente estaria julgando não ter.

Entretanto, tal raciocínio difundido por muitos “sábios” (com muitas aspas) está desprovido de uma perspectiva adequada, e por isto ele é inapropriado, com consequências desastrosas!

E se você realmente quer despertar, sugiro que comece a colocar o seu querer na perspectiva adequada, caso contrário continuará seguindo “sábios” que, apesar de bem intencionados, estão promovendo um desserviço à humanidade! Sim, estão atrapalhando, em vez de ajudar! Explico….

O fato é que ainda que seja verdade que um ato de querer possa acabar sendo assolado por uma ideia de falta, isto não significa que ele tenha partido deste pressuposto, não significa que ele tenha nascido da ideia do não ter. Isto não é Verdade! Engana-se quem pensa assim, pois não é desta forma que a vida funciona !

Não mesmo! Nunca!!!!

Você quer saber como que o ato de querer funciona a partir de uma perspectiva realmente elevada? Então abra a sua mente e continue comigo….

O que promove o desejo, ou o querer, não tem nada a ver com a escassez ou a ilusão de falta. Tanto é verdade que eu posso querer mais de algo que já tenho (ou de algo que sei que posso obter rapidamente), e daí seria errado afirmar que tal desejo teria partido da ideia do não ter. A Verdade é que o querer nunca carrega consigo julgamentos de valor. Quaisquer rótulos negativos atribuídos a um desejo não passam de avaliações posteriores que a pessoa acaba fazendo como consequência de crenças distorcidas que ela alimenta na mente consciente. Repito, tratam-se sempre de avaliações posteriores ao ato do desejo, ainda que patrocinadas por crenças de escassez muito antigas — as quais, daí, entrarão em jogo assim que for dada atenção consciente a algum novo desejo!

Em outras palavras, o que faz um ato de querer não ter força de manifestação (do objeto desejado) não é o ato em si, mas sim as elucubrações subsequentes advindas dos valores distorcidos que a pessoa sustenta (crenças desalinhadas para com a Verdade). Ao contrário do que afirmam muitos “sábios”, o ato de querer nunca tem ideias de escassez ou de falta embutidas nele.

Agora, é claro que ideias limitantes poderão aparecer assim que a pessoa permitir que o seu sistema de crenças (cheio de distorções) comece a automaticamente emitir um parecer sobre aquilo que ela recém desejou. Em tal instante, a pessoa estará, por comodismo e alienação, permitindo que rótulos negativos — alinhados às crenças distorcidas e julgamentos que ela ainda sustenta — sejam atribuídos aos seus novos anseios, dissipando assim qualquer força de manifestação. O problema jamais foi o querer, mas as ideias nas quais a pessoa acaba focando depois (ideias de escassez).

Pois saiba que querer é algo Natural.

Sim, Natural com “N” maiúsculo! Pois o querer vem da sua Essência, e não das suas perspectivas limitadas. O querer provém da intuitiva certeza de que aquilo que você quer já lhe pertence desde sempre e para sempre, mesmo que ainda não esteja manifestado no seu teatro local enquanto você estiver aprendendo a expressar toda a sua divindade inerente.

Compreenda que ainda que um Ser não se lembre conscientemente que ele é Deus, lá no fundo ele jamais deixou de intuir esta Verdade, mesmo quando tentava veementemente negar sua Essência Divina, obnubilado e perdido que estava enquanto jogava o Jogo. E pouco importa se um Ser nega que ele é o próprio Deus, porque uma Verdade Máxima como esta não precisa de qualquer anuência dele, dado que ela inevitavelmente acabará se impondo com o tempo, porque é impossível que algo criado por Deus não o contenha por inteiro e não acabe, um dia, vindo à tona.

Ei, acorde! Mesmo que o querer possa, por vezes, estar contaminado por vontades não genuínas, ainda assim ele sempre provém de um intuído senso de merecimento que é isento de rótulos de escassez ou medos, um senso atrelado à divindade inerente a qualquer Ser, com uma certeza intuitiva de que tudo já nos foi dado, e que justamente por isto é possível, sim, manifestar qualquer coisa que se deseje, ainda que a ficção atual diga que não, e ainda que se passem milhares de vidas até que tal Ser aprenda a curvar o cenário na direção do seu querer bastando, para isto, que ele aprenda a realinhar suas crenças para ser capaz de usar a própria divindade.

A Verdade é que o ato de querer que jamais foi o problema, como tem sido erroneamente difundido por supostos sábios desprovidos de perspectivas realmente elevadas.

Agora, é claro que se o foco da atenção consciente de um Ser, após desejar algo, for colocado sobre ideias de escassez ou de impossibilidade, então ele mesmo estará impedindo a manifestação do objeto desejado, pois é sempre ele mesmo quem abre ou fecha as torneiras da manifestação, dado que cada Ser cria a sua própria “realidade”. Esta é a base do funcionamento da Relatividade: cada Ser é o criador de tudo que experimenta. Tudo!

Mas que fique claro que o objeto de um desejo nunca tem a sua manifestação interrompida pelo ato de querer, e sim pelas posturas inadequadas de um Ser em relação àquilo que desejou. Acredite! Nenhum ato de querer deveria jamais ser suprimido, apenas colocado na devida perspectiva.

Compreenda que mesmo que você já alimente crenças de escassez milenares (trazidas de outras existências suas), elas somente serão aplicadas ao objeto do seu desejo após o seu ato de querer. Ou seja, você capta ou gera um desejo isento de rótulos de escassez associados a ele e, logo em seguida, começam a emergir respostas pensamentais e emocionais que são alinhadas às crenças que você mesmo sustenta. Mas não por culpa do ato de querer, e sim como consequência das crenças limitantes que você sustenta, as quais, se seguidas, impedirão qualquer manifestação que seria Natural.

A Verdade é que quando se trata do ato de querer, o problema só aparece quando a pessoa resolve desejar algo que vai contra o sistema de crenças dela.

Porque se a pessoa desejar algo que não conflita com as crenças dela, então a manifestação daquilo (ou de algo ainda superior) não terá qualquer problema, porque ao acreditar que algo é fácil de ser obtido, assim será e aquilo (ou algo melhor) logo aparecerá! Mas se a pessoa, ao contrário, resolve continuar negligenciando as Verdades Maiores e rotulando qualquer objeto de desejo como sendo difícil ou impossível de ser atraído, então assim também será!

Em outras palavras, cada Ser é o criador de tudo que experimenta, mas ele só manifestará aquilo no qual acredita, e não necessariamente aquilo que quer! Para ser capaz de manifestar aquilo que quer (ou algo ainda melhor), um Ser em evolução só precisará alinhar as crenças dele com o querer, mas jamais deixar de querer!

Este raciocínio só demonstra que o ato de querer pode ter qualquer desfecho, ou seja, ele não implica numa condenação automática daquilo que se desejou (como difundido por algumas filosofias ainda perdidas).

A Verdade é que o ato de querer acaba sendo sabotado quando a pessoa continua escolhendo aceitar as limitações existentes dentro do sistema de crenças distorcido dela, permitindo então que rótulos de escassez tinjam um querer que foi gerado de forma inocente e desprovida de limitações, como quando uma criança resolve desejar coisas que, para os adultos, parecem impossíveis. Ao impregnar um desejo com os rótulos negativos de um sistema de crenças desequilibrado, a pessoa estará “matando” tal desejo logo após ele ter emergido — e tudo pelo fato de tal pessoa insistir em não focar nas Verdades Maiores da Vida, permitindo que as falsas verdades dela (as crenças limitantes sustentadas) continuem reinando soberanas.

E você quer saber de onde parte a primeira “sabotagem”? Da sua própria mente inconsciente!!!! E jamais do ego, como muitos “sábios” difundem!

Mas que fique claro que não se trata de uma sabotagem real (daí as aspas). Isto porque tal “sabotagem” só acontece por responsabilidade sua, mais especificamente das ideias limitantes que você andou promovendo indevidamente à categoria de supostas verdades (crenças distorcidas). Entenda que a sua subserviente mente inconsciente, pobrezinha, apenas obedece ao seu sistema de crenças conscientes, apenas lhe serve. Em outras palavras, você é sempre o responsável por tudo que lhe acontece, não podendo culpar nada nem ninguém (nem tampouco seu ego) pelo caos que possa acabar enfrentando!

Saiba que assim que você resolve querer algo que está em conflito com o seu sistema de crenças, a primeira resposta sempre emergirá instantaneamente da sua mente inconsciente, a qual — cumprindo sua missão de automatizar tarefas com base no seu sistema de crenças vive emitindo sugestões automatizadas de pensamento, emoção e comportamento, visando dar-lhe um parecer instantâneo acerca do assunto focado (no caso, o objeto de um desejo), um parecer que contempla tudo aquilo você sustenta como suposta verdade sobre o tema em foco. Só que se o seu sistema de crenças contiver ideias limitantes, então estará feito o estrago, pois as sugestões automáticas que emergirão (da mente inconsciente para a mente consciente) serão igualmente limitantes e distorcidas!

Em outras palavras, assim que você coloca o foco da sua atenção consciente em um determinado assunto, a sua mente inconsciente rapidamente lhe dá todo um retorno a respeito daquele assunto em pauta…. um retorno que é lastreado no seu sistema de crenças, ainda que possa também conter traços de intuição captados pela mente inconsciente — uma intuição que também estará tingida pelo seu sistema de crenças, pois todos os estímulos captados precisam sempre atravessá-lo para garantir o seu Livre Arbítrio.

Entretanto, se você possui crenças limitantes acerca daquele assunto, então a sua mente inconsciente rápida e automaticamente lhe bombardeará com interpretações igualmente limitantes acerca da probabilidade de você vir a manifestar aquele desejo. Mas não porque a mente inconsciente seja inadequada ou porque ela possa ter qualquer vontade própria, e sim porque todas as sugestões automatizadas que ela vive emitindo para tentar lhe ajudar a melhor fluir pela aventura Relativa baseiam-se sempre no seu sistema de crenças. E se você alimenta crenças limitantes, então assim que você colocar o foco em algum ato de querer, sua mente inconsciente já sairá disparando os devidos retornos (feedback) contendo uma série de pensamentos e emoções igualmente limitantes.

Eis aí a tal “sabotagem” exposta cuja responsabilidade é sempre sua, não da mente e nem de ninguém mais, muito menos de um ego, um mero personagem que não pensa, não decide, não escolhe, apenas é experimentado por você, o Ser em espiritualização, o Ser em evolução que, dentro de um maravilhoso Jogo, está se autoforjando, via Livre Arbítrio, numa nova versão de Deus…. até porque o UNO adora fazer-se diversos pelos caminhos mais inusitados.

Enfim, note que o problema nunca é o querer, e sim o seu conjunto de crenças a respeito daquilo que você resolveu desejar. E mesmo que este conjunto de crenças possa, sim, acabar influenciando fortemente a qualidade dos seus desejos (distorcendo-os), ainda assim o processo de manifestação deles só entra em ação após você ter focado em algum objeto de desejo e impresso, sobre ele, suas convicções. Em outras palavras, quando se tratam das probabilidades de manifestação do seu desejo (seja ele genuíno ou já contaminado), as suas crenças limitantes só entrarão em ação após você ter captado ou gerado o desejo.

Isto significa que ainda que a qualidade de um desejo possa estar influenciada ou contaminada por crenças distorcidas, a probabilidade de manifestação dele será definida após o desejo ter sido colocado em foco e sempre com base nas crenças que você nutre a respeito de ser capaz ou não de materializar aquele sonho, independente da qualidade do sonho em si ou do próprio ato de querê-lo.

O fato é que não importa a qualidade do seu desejo, mas somente a sua crença na sua própria capacidade de materializá-lo ou não em sua vida. Você é Deus, e portanto pode tudo! Só falta acreditar nesta Verdade que transcende as ilusões deste Jogo.

Compreenda que mesmo que você seja Deus na versão pupilo, ainda assim você é, sempre foi e sempre será Deus uma Parte Dele e simultaneamente Ele como um Todo, pois no reino da Consciência Maior (ao qual você pertence e do qual nunca saiu de verdade), a Parte sempre contém o Todo. Ou seja, tudo contém Deus por inteiro, inclusive um grão de areia. E com você não seria diferente!!!!

Só que agora você está apenas vivendo uma aventura de menos valia aparente, brincando de não ser aquilo que nem sequer pode deixar de ser de verdade (Deus), a não ser dentro de um Faz de Conta. E graças à existência de uma mente, você até consegue fingir e realmente enxergar-se momentaneamente (por vidas, eras) como uma mera formiguinha aparentemente insignificante, mas isso não elimina sua divindade inerente a qual está destinada a emergir cedo ou tarde dentro deste lindo (e por vezes sofrido) Jogo chamado de Relatividade. Sim, você está destinado a expressar 100% da Divindade Máxima, é inevitável, para todos! Eu disse todos! Tenha mais paciência consigo mesmo!

Compreenda que você propositalmente imerso num fantástico Jogo e esquecido da Verdade está somente relembrando da sua verdadeira Origem Cósmica e aprendendo a exercer a sua divindade inerente dentro da brincadeira. Entretanto, ainda que você esteja na versão de pupilo claudicante, isto não elimina o seu direito de querer manifestar tudo que ousar imaginar, até mesmo certos desejos que talvez não sejam os mais elevados. Qual o problema? Você tem direito a isto! Você é Deus, e esta Verdade não tem como lhe abandonar, por mais que você tente.

O fato é que enquanto aprende, você irá tropeçar, cair e levantar, irá acertar e errar, bem como irá, por vezes, tentar manifestar desejos aparentemente pequenos ou fúteis, mas que são importantes na sua escada evolutiva. Uma hora você inevitavelmente acabará elevando o seu padrão, mas enquanto estiver no processo de relembrar da Verdade, por favor, não julgue mais os seus desejos! Nada é verdadeiramente pequeno ou grande, feio ou bonito, forte ou fraco, maior ou menor. Isto são apenas dualidades que servem como contraste para dar mais sabor à sua aventura!

Saiba, portanto, que a manifestação dos seus desejos não está atrelada à qualidade deles, mas sim à sua crença na sua capacidade de vir a atraí-los! Em outras palavras, mesmo que o objeto do seu desejo seja distorcido ou até mesmo inadequado, ainda assim as ideias de limitação (em relação à materialização do desejo) só entrarão em cena depois de você ter tido o desejo.

Isto denota que o problema nunca foi o ato de desejar. E ainda que um desejo seja desequilibrado (descabido, distorcido), isto não significa que ele deva ser suprimido ou evitado, porque se você for capaz de se comportar da forma mais elevada possível na busca pelo objeto de um desejo que nem é o ideal, então tal desejo limitado acabará sendo manifestado de uma forma mais adequada, já contemplando melhor os verdadeiros anseios que você ainda nem sequer conseguia captar adequadamente. Ou seja, esta é aquela situação na qual você manifestará algo diferente do que desejou, mas que no fundo é superior (ainda que você custe a compreender ou aceitar).

Compreenda que no fundo são sempre (e somente) as suas crenças a respeito de fartura ou escassez que estarão definindo a possibilidade de você manifestar ou não o objeto do desejo, não o ato de querer em si ainda que a qualidade do seu querer possa, claro, estar influenciada, contaminada ou distorcida por seu sistema de crenças (que é o que mais acontece enquanto um Ser ainda está progredindo dentro do Jogo). Mas o fato de a qualidade do seu querer estar distorcida não tem nada a ver com a probabilidade de manifestação do objeto do seu desejo, pois tal probabilidade depende tão somente das suas crenças a respeito do assunto.

Saiba que se você, patrocinado pelas Verdades Maiores, acreditar que é capaz de atrair o impossível, então você mesmo o tornará possível dentro do seu mundo, ainda que leve seu tempo.

Perceba que se o objeto do seu desejo for algo que já lhe parece garantido ou fácil de ser manifestado, então a sua mente inconsciente lastreada em crenças positivas acerca da manifestação deste desejo em especial não irá se opor. Pelo contrário, ela irá emitir sugestões positivas, de conforto e confiança (alinhadas às suas crenças positivas acerca daquilo), transmitindo-lhe assim uma certeza de que aquilo (ou algo ainda superior) logo estará manifestado…. o que realmente acabará acontecendo, com o tempo necessário para tal façanha variando de acordo com a mestria de cada um!

Em outras palavras, se você acredita (crença) que algo é fácil de ser obtido, você mesmo faz com que a manifestação daquilo seja (ou continue sendo) fácil e simples. Mas o inverso também vale! Ou seja, se você — baseado em crenças limitantes ou cenários de escassez — considerar que o objeto do seu desejo é algo difícil de ser materializado, então você mesmo estará, logo após tê-lo desejado, interrompendo a Natural manifestação dele. Mas não por tê-lo desejado, e sim por acreditar em falsas verdades, por ter aceitado que aquilo era difícil (impossível, complicado)…. em vez de ter dado um voto de confiança para as Verdades Maiores e mantido continuamente o foco nelas.

Saiba que o foco na Verdade inevitavelmente acaba influenciando o cenário, é questão de tempo (outra forte provocação da Relatividade, que normalmente faz as pessoas desistirem por pura impaciência, ou seja, falta de fé). O fato é que ainda que haja postura adequada, nem sempre a manifestação acontecerá do dia para a noite, dado que o seu resiliente sistema de crenças não cede tão facilmente, pois ele sempre tenta se proteger, se autossustentar (porque assim você o construiu, não porque ele seja maldoso ou porque tenha vida própria).

Note, enfim, que se o seu desejo por ventura entrar em conflito com o seu sistema de crenças (ou seja, com as ideias de escassez sustentadas), então você precisará ter muita postura. Porque neste momento a sua mente inconsciente logo começará a emitir sugestões negativas alinhadas às crenças limitantes que você sustenta, ou seja, sugestões ao estilo “não dá”, “não é tão fácil assim”, “isto não vai dar certo”, “é impossível”…. e por aí vai. E o que torna tudo mais complexo é que você terá, à disposição, todo um histórico passado cheio de dissabores que parecerá comprovar a mentira da escassez, a mentira de que “não dá”! Mas ainda assim é uma mentira, viu? Porque o passado não serve como parâmetro para quem já começou a despertar! E agora eu lhe garanto categoricamente que, na Verdade, tudo dá, por mais improvável que pareça em algum determinado cenário local.

Assim sendo, se você não reagir e não tomar as rédeas da mente consciente nas mãos, então suas crenças limitantes acabarão se autossustentando através de uma espécie de auto-hipnose promovida pelos mecanismos de automação da mente inconsciente (um processo que não tem nada a ver com o ego, conforme já explicado). Mas tudo por responsabilidade sua, que, acomodado, escolhe permitir que uma espécie de “piloto automático” do inconsciente continue conduzindo sua jornada, apenas por não ter a coragem e ousadia de assumir a condução consciente da própria aventura, por não ter a determinação de passar a questionar tudo que experimenta com base na intuição e nas Verdades Maiores da Vida.

Enfim, suas crenças acabam sempre sendo materializadas, porque é você quem manda, patrão! Porém, você não manda com o seu querer — que apesar de ser absolutamente necessário como primeiro passo de qualquer criação, ainda assim não garante nada —, e sim com sua fé, com suas crenças a respeito daquilo que ousou querer. Aqui se encaixa perfeitamente aquele famoso ditado comumente atribuído a Henry Ford, que diz: “Quer você pense que é capaz ou que não é capaz, em ambos os casos você está certo”! Perfeito!

Repito, cabe a você reagir e procurar constantemente repensar tudo, questionando tanto as reações automáticas oriundas do inconsciente quanto até mesmo a própria natureza da sua “realidade”, buscando ininterruptamente lembrar-se das Verdades Maiores, bem como ouvir sua intuição.

Não aceite prontamente nem o cenário auferido e nem as persistentes sugestões automáticas que lhe são disparadas por uma espécie de “piloto automático” mal programado da mente inconsciente (guiado pelas péssimas crenças que você ainda sustenta na mente consciente). Agora, que fique claro que a sua mente inconsciente não tem qualquer culpa nem defeito, porque a responsabilidade é sempre sua e de mais ninguém, dado que é você quem conscientemente elege as tintas (crenças conscientes) com as quais pinta o cenário.

Compreenda que enquanto não reagir, você permanecerá refém de um looping de criações distorcidas, com suas crenças gerando cenários distorcidos e ainda por cima sendo utilizadas pelo inconsciente como forma de auto-hipnose, graças às constantes sugestões emitidas com base em um sistema de crenças distorcidas, que tende a se autossustentar enquanto você estiver acovardado, acomodado e alienado (com as rédeas da mente consciente atiradas no chão). Cabe a você romper este ciclo que você mesmo gerou, ou seja, cabe a você a tarefa de dar um basta na prisão que você mesmo se impõe.

Cabe a você realinhar suas crenças caso queira elevar o retorno automático dado pelo seu subserviente inconsciente! A responsabilidade por tudo isto nunca é da mente, mas sempre sua, que a pilota indevidamente enquanto joga o Jogo. A mente é perfeita! Sempre foi e sempre será! Pare de culpá-la! Tudo que ela gera é sempre com base nas supostas verdades que você insere nela! E ela sempre obedecerá, por mais distorcidas que estejam as “verdades” por você adotadas afinal de contas, você está exercendo o seu Livre Arbítrio Pleno! Patrão!

Ei…. O poder não está na mente, mas em você!

Entenda que o simples foco da sua atenção consciente num objeto de desejo já dispara reações automáticas do inconsciente, as quais lhe dirão a forma como o seu sistema de crenças enxerga aquele tema.

E se o seu sistema de crenças (que é sempre consciente) for cheio de ideias de falta e escassez, então assim que você ousar focar em um desejo que você mesmo julga difícil de conquistar, a sua subserviente mente inconsciente já sairá lhe dando sugestões contrárias — devidamente alinhadas com as crenças de escassez que você nutre , disparando pensamentos que afirmam que aquilo é difícil, inviável, improvável ou impossível de vir a acontecer. Só que isto não significa que qualquer um destes rótulos negativos seja real ou aplicável, mas que você acredita neles (por alimentar ideias ainda distantes da Verdade Maior).

Entretanto, nada é verdadeiramente difícil, inviável, improvável ou impossível, ainda que possa, temporariamente, ser tornado assim (por você) dentro da ficção do seu Jogo. Entenda que quando você coloca o foco da sua atenção consciente em algo, a sua mente inconsciente apenas lhe dá um feedback proporcional àquelas ideias que você conscientemente considera serem as suas supostas verdades a respeito daquele tema em foco ainda que não passem de mentiras. Sua mente inconsciente simplesmente tenta automatizar respostas rápidas para lhe ajudar a fluir e sobreviver na aventura. Mas ela o faz em alinhamento com o conteúdo da sua mente consciente, mais especificamente em alinhamento com as suas crenças conscientes (as quais representam o seu Livre Arbítrio).

É tarefa sua tomar as rédeas da mente consciente e questionar todas as limitações enxergadas dentro do seu sistema de crenças. Sua mente inconsciente não faz isto, pois ela não tem autonomia alguma. O único que pode alterar crenças é você, o piloto da mente. E você a pilota através da mente consciente, elegendo ou descartando crenças que, depois, viram um cenário e um personagem que você experimenta.

Agora, é importante que você aceite a verdade que o ato de querer, em si, precede quaisquer respostas automáticas oriundas da mente inconsciente, ou seja, precede as sugestões automáticas lastreadas em crenças de escassez. E mesmo que até a própria qualidade de um desejo possa estar influenciada pelas crenças distorcidas, a verdade é que ainda assim o ato de querer, por si só, provém de uma parte divina do Ser que se sente permanente e Naturalmente plena, gerando assim uma inexplicável certeza de merecimento de tudo que se possa sonhar (ainda que sejam coisas fúteis) e promovendo, assim, uma espécie de ousadia naquela pessoa que resolve querer o “impossível”, patrocinada por sua divindade inerente que não enxerga limitações Relativas.

A questão é que ainda que tentemos racionalmente negar nossa divindade inerente via especulação religiosa, filosófica ou científica —, no fundo todos nós intuímos que somos Deus, ainda que não saibamos explicar isto racionalmente. E tal intuição imediatamente gera a ousadia necessária para que passemos a desejar o que quer que seja, independente da qualidade do desejo ou da aparente impossibilidade de manifestação daquilo.

O querer é, pois, um ato de fé e confiança (“eu quero”), uma ousadia lastreada num sentimento de divindade inerente que reconhece seu direito de ter tudo que puder sonhar. Não se trata, portanto, de um ato fútil e mundano que supostamente seria promovido por ideias de escassez ou por sensações de pequenez.
É o contrário! É a sua divindade inerente dizendo “ouse, você pode, você merece; aliás, você já o tem em outros níveis, perceba”!
Mas se a pessoa, depois de ousar querer algo aparentemente impossível, resolve ceder às crenças limitantes que permeiam sua mente (em vez de acreditar nas Verdades Maiores e focar nelas), então ela mesma derruba a Natural materialização do objeto do seu desejo, apenas por desistir do seu sonho, por desistir de continuar acreditando naquela parte divina dela que a inspirou a ousar querer.
Pois esteja certo de que, dentro deste Jogo, é graças à nossa divindade intuída que cada um de nós vai aos poucos se permitindo ousar sonhar com coisas que parecem inatingíveis! Pois continue sonhando! Com as posturas adequadas, um dia você concretizará qualquer sonho! Mas por favor, não desista do seu sonho na ilusão de que, ao não querê-lo, você o terá! Mentira! Por favor, tenha dó!
Não é desistindo do querer que você conquistará/manifestará algo, mas sim colocando tal anseio na perspectiva adequada!

É como aquela criança ingênua que, por ainda não conhecer limitações, ousa querer até o que parece impossível ou inadequado! Ela não o faz por conta de uma ideia de limitação, pelo contrário. Ela o faz por ingenuidade e intuição, por ainda estar fortemente permeada por uma parte divina que não enxerga limitações, por ainda acreditar que pode tudo, por ainda lembrar (melhor que os adultos) que um dia, antes de mergulhar no Jogo, ela era, sim, capaz de tudo! E a criança está certa! E você também, marmanja, marmanjo!

Ou seja, quando você destemidamente se permite querer aquilo que parece impossível ou até mesmo fútil, você também está certo em não se privar de tal anseio! É você se permitindo captar uma divindade inerente para a qual não existem fronteiras, barreiras, medos ou escassez. E mesmo que a qualidade dos seus desejos possa estar tingida por crenças distorcidas, ainda assim o anseio de manifestar qualquer desejo (ainda que “contaminado”) é, pois, um sentimento Natural que provém de uma divindade inerente que você, por vezes, se permite captar. Portanto, jamais se prive do ato de desejar!

O problema jamais reside no ato de querer, mas na forma como você avalia as probabilidades de vir a ter, neste nível também, o objeto de um desejo que já lhe é intuitivo e Natural. E não lhe cabe sequer julgar a qualidade dos seus desejos, conforme já explicado. É normal que a qualidade deles vá mudando conforme você se eleva. E não há nada de errado em desejar algo que, mais adiante, você acaba percebendo que nem era tão importante. Faz parte do processo de crescimento! Você é livre para experimentar-se como lhe aprouver, inclusive pelos caminhos mais tortuosos!

O querer é, pois, um ato intrínseco a todo Ser, um ato Natural que é inicialmente isento de rótulos de escassez, fruto do fato de o Ser intuir que, lá no fundo, ele é sempre foi e sempre será — a própria Consciência Maior se experimentando. Claro que este querer pode, como tudo mais, não ser totalmente genuíno por estar influenciado por crenças distorcidas, mas ainda assim o ato de querer, em si, não é vazio, fútil, inferior ou negativo. Ele sempre tem como base a intuitiva certeza do merecimento de tudo que possa existir, a intuitiva certeza da divindade inerente da qual você veio e à qual você ainda pertence, mesmo enquanto continua perdido e claudicante na sua jornada Relativa, esquecido da sua Verdade Maior (a qual acabará um dia inevitavelmente se impondo).

Saiba que você só é capaz de desejar algo muito inusitado caso intua que aquilo já lhe pertence em algum nível do seu Ser multidimensional, senão você sequer teria tido a coragem de ousar desejá-lo, protelando para quando estivesse mais elevado. Se você o fez, então isto significa que já entrou em contato com a certeza de que aquilo já é seu em outras esferas, gerando assim a possibilidade para o nascimento de uma saudável certeza de merecimento (uma crença alinhada com a Verdade).

Quando um Ser ousa desejar algo que parece não ter no cenário local, isto denota que ele já está começando a acreditar na sua divindade inerente, que ele já está intuindo (por mais obnubilado que esteja) que existe alguma chance por mais remota que pareça de ele atrair para si aquilo que deseja, pois ele está entrando em contato com a Verdade Maior de que, no fundo, tudo já pertence a ele desde sempre e para sempre, sendo portanto Natural querer ver manifestado, aqui também (dentro deste nível do Jogo), qualquer desejo com o qual ele ouse sonhar.

Assim sendo, se um Ser desejar transformar água em vinho, a materialização deste desejo dependerá apenas das crenças alimentadas por ele acerca de tal possibilidade, isto é, do foco que será dado por ele à viabilidade de isto vir a acontecer ou não porém, jamais dependerá do ato de querer em si, que não contém rótulos negativos associados a ele. Se Jesus tivesse colocado qualquer dúvida sobre tal ato de querer (e que fique claro que ele o quis), então ele jamais teria tornado possível aquele feito memorável e verdadeiro que foi realizado no próprio casamento dele.

Jesus apenas quis servir mais vinho para seus amigos, imprimindo ao seu querer uma certeza de merecimento aliada a total desapego. Compreenda que todos os Seres são igualmente capazes de fazer algo assim, e se ainda não o fazem, é apenas pelas ideias nas quais focam após desejarem algo (as famosas crenças limitantes). Ou seja, não é o ato de querer que possui limitações intrínsecas a ele, como difundem tanto “sábios”!

Compreenda que após querer algo, se a pessoa — baseada no passado ou nas sugestões automáticas do inconsciente (lastreadas em crenças limitantes) — escolher acreditar que a materialização do objeto desejado é algo difícil ou impossível de acontecer, então ela estará, assim, abdicando da sua divindade, abdicando do alinhamento com a Verdade de que tudo já pertence a ela, até mesmo aquilo que ela ainda não vê manifestado (pois depende dela aprender a fazer isto). Com as posturas inadequadas, uma pessoa jamais conseguirá manifestar aquilo pelo qual anseia! Só que não por conta do anseio em si (do querer), e sim pelo simples fato de ela julgar aquilo impossível (crenças)!

Sucede que após um Ser já ter vivido centenas ou milhares de vidas esquecido da Verdade e acreditando numa escassez constatada dentro de uma realidade aparente que ele mesmo gerou e perpetuou, tal Ser passa então a ter dificuldade de acreditar que no fundo tudo já pertence a ele, sentindo-se então mentalmente paralisado quando se trata de tentar manifestar algo através da certeza de já possuir aquilo que, aqui, ainda parece não ter.

Compreenda que a pessoa precisa primeiro acreditar profundamente na Verdade de que tudo já foi dado a ela antes mesmo que pedisse, para só então transcender a ilusão da escassez e, assim, ser capaz de materializar qualquer objeto de desejo dela. É, pois, colocar em prática o famoso “crer para ver”! Mas enquanto a pessoa precisar primeiro constatar para só depois acreditar, ela continuará experimentando a escassez em relação ao que desejou, pois tal postura denota falta de fé nas Verdades Maiores (falta de convicção de que tudo já pertence a ela).

Cada Ser precisa apenas aprender a alinhar suas crenças para com a Verdades Maiores e viver a vida a partir delas, para enfim ser capaz de manifestar qualquer desejo na fisicalidade — qualquer desejo, ainda que pareça fútil (como foi o caso da água transformada em vinho)! Claro que, dadas as crenças estruturais do Jogo (as premissas de base que formam as molduras principais do cenário local), certos “milagres” serão mais “difíceis” de serem materializados que outros, pois envolvem a transposição destas molduras aceitas como estruturais, praticamente engessadas a fim de criar um cenário local específico. Porém, até mesmo estas crenças estruturais jamais, jamais, jamais serão impossíveis de serem transcendidas. Tudo é possível, ainda que improvável num determinado cenário local.

Reforço, o querer, visto de uma perspectiva realmente elevada, pode ser definido assim:

Quando você deseja algo que parece ainda não ter, isto somente significa que você já entrou em contato com a Verdade de que aquilo que você quer já lhe pertence em algum nível do seu Ser, senão você ainda nem sequer ousaria desejá-lo.

A partir do momento que você começar a aceitar a Verdade de que já tem aquilo que parece não ter — ainda que, por enquanto, só o tenha em outras esferas —, então ficará cada vez mais fácil para lidar com qualquer expectativa, ansiedade ou apego ligados à ideia da falta, dado que você já estará intuindo mais fortemente que nada lhe falta quando resolve observar a si mesmo de uma perspectiva mais elevada…. uma postura que denota que você não está tão longe de finalmente começar a curvar a “realidade” na direção daquilo que deseja manifestar.

A única coisa que lhe resta, portanto, é aprender a ter as posturas corretas para ser capaz de manifestar, aqui também, o objeto do seu desejo. E além de fé, será necessário também manter total desapego lastreado-se na certeza do merecimento, sabendo que se o desfecho não for exatamente como você esperava, é porque isto ainda terá sido o melhor para você. Além disto, é importante ter em conta que se você tiver as posturas adequadas e ainda assim algo diferente vier a ser manifestado, isto não significa que aquilo que veio é inferior. Em tal situação, o objeto do seu desejo será inclusive ainda melhor, independente do seu reconhecimento imediato (que pode nem acontecer enquanto encarnado, pelo fato de você ainda não possuir a perspectiva adequada).

Agora, que fique claro que a façanha de materializar o objeto do seu desejo (ou algo ainda melhor) só pode ser obtida através do querer e com o constante foco nas Verdades Máximas, e não através do foco na ilusão da escassez proveniente de um cenário fictício no qual você mesmo escolheu alegremente mergulhar para poder brincar de não ser Deus.

Compreenda que após o ato de querer, todas as suas crenças entrarão em ação para informá-lo a respeito da possibilidade de você vir a constatar (ou não) a materialização do objeto do seu desejo. E se as suas crenças forem de limitação, então você precisará experimentar uma “realidade” compatível com tais ideias de limitação e escassez para que, assim, possa deparar-se com o resultado da sua criação — que é criado justamente através das ideias que você um dia promoveu à categoria de supostas verdades.

Saiba que se você — por comodismo, alienação ou covardia — abdica da tarefa de manter o foco constante nas Verdades Maiores e passa, em vez disto, a manter-se focado em ideias de escassez, então você inevitavelmente acabará pensando, falando, sentindo e agindo em alinhamento com estas crenças limitantes nas quais está mantendo o foco da sua atenção consciente, perpetuando assim a escassez…. ou seja, afastando a manifestação de um objeto de desejo que na verdade até já lhe pertence em outros níveis, mas cuja posse ou propriedade, aqui, é negada por você mesmo enquanto estiver com o foco nas ideias erradas por basear-se num cenário fictício para perpetuar ideias de escassez. Um cenário que, vale mencionar, não reflete a sua Verdade: a Verdade de que você é Deus, e por isto já tem tudo, faltando apenas aprender a expressar tal divindade inerente dentro do Faz de Conta que vive.

A questão é que, dentro da Relatividade, você se autoimpôs a missão de aprender a expressar Deus (em sua plenitude máxima) a partir de uma condição de aparente inferioridade, tudo para que pudesse ter a oportunidade de, à revelia de tal condição, resgatar sua plenitude máxima via Livre Arbítrio Pleno, criando assim sua própria visão pessoal do que representa ser Deus. Sucede que você somente será capaz de fazer isto caso aceite manter o foco constante nas Verdades Máximas, sem importar-se com o cenário fictício de escassez à sua volta ou com as crenças limitantes que criaram ele (e que lhe atormentam via sugestões do inconsciente).

Em outras palavras, enquanto você se basear num cenário fictício criado por crenças distorcidas para emitir um parecer a respeito de si ou da vida, você estará abdicando da oportunidade de alinhar-se às Verdades Maiores para poder expressar toda a sua divindade…. e estará, assim, perpetuando cenários de escassez. Note, portanto, que o ato de querer nunca foi o problema, mas a forma como você interpreta a possibilidade de vir a ter o objeto do desejo manifestado diante de você. Em outras palavras, as crenças de escassez sobre as quais você escolhe manter o foco da sua atenção consciente é que travam a materialização do seu desejo, e não o ato de desejar.

Compreenda que as suas crenças limitantes não somente criam uma “realidade” compatível com elas, mas também afetam toda a sua forma de pensar, sentir e avaliar as informações captadas, dado que o seu sistema de crenças também é sempre usado como um filtro de análise de todos os estímulos captados. E uma vez que você está sempre tentando encontrar paz a partir da harmonia das suas crenças, isto acaba fazendo com que o seu sistema de crenças esteja sempre buscando validar-se para manter tal paz, procurando todos os sinais que se alinhem a ele e descartando tudo aquilo que for contrário (ainda que verdadeiro).

Pois é exatamente assim que elevados sinais intuitivos enviados por outras esferas acabam sendo desprezados por você, dado que o seu sistema de crenças fica, por escolha sua, constantemente tentando manter-se de pé e se defendendo — apenas porque você assim o construiu, na ilusão de ser capaz de auferir paz a partir de uma suposta harmonia de ideias defendida ferrenhamente por você, depois de tantas vidas sofrendo. Some-se a isto o fato de seu inconsciente viver emitindo sugestões automatizadas alinhadas com crenças distorcidas ainda sustentadas por você, e tem-se, assim, a atmosfera “ideal” para uma perfeita prisão mental promovida por uma espécie de auto-hipnose. Mas tudo porque você cômoda e alienadamente aceita tudo isto sem questionar, e não por responsabilidade da mente, do ego, do vizinho, do mundo, do Espírito ou de Deus.

E o fato é que você continuará preso num ciclo fechado de criação distorcida (num looping) enquanto não assumir as rédeas da condução consciente da sua aventura, cuidando com cada ideia que assume como verdade enquanto pilota a sua mente consciente — o volante com o qual toda a sua aventura Relativa é administrada, com todo o resto (inclusive todas as programações da subserviente mente inconsciente) sendo mera consequência das crenças conscientes que você um dia, em alguma vida, adotou de forma intencional, e que estão sempre na sua mente consciente, ainda que muitas vezes lhe pareçam imperceptíveis!

Enfim, reafirmo que tanto filosofias quanto supostos sábios enganam-se redondamente ao afirmarem que o querer sempre afasta o objeto do desejo, e que por isto ele seria inadequado como forma de atrair a manifestação de tal objeto. O fato é que eles interpretam erroneamente toda esta questão, como se todo ato de querer acabasse sempre levando um Ser a atolar-se na ideia da falta e, com isto, perpetuar a escassez…. quando isto não é verdade, pois o ato de querer não faz nada por si só, dado que ele não é uma crença, apenas uma vontade ingênua e Natural de experimentar aquilo que gostaria e que já intui ser seu em algum nível (ainda que o cenário local diga o contrário).

O que cria um resultado positivo ou negativo, em termos de materialização do objeto desejado, é sempre a análise de viabilidade feita posteriormente ao ato do querer, quando então a pessoa usa o sistema de crenças dela para definir se aquele “sonho” desejado é viável ou não, é possível ou não (em vez de basear-se nas Verdades Maiores, que seria o certo).

E a mente inconsciente tem um papel importante aí, por aquela espécie de “piloto automático” dela fica martelando sugestões (em direção à mente consciente) que se alinham com o sistema de crenças da pessoa — justamente o sistema que, ironicamente, reside na própria mente consciente dela. Cabe à pessoa dar-se conta de que o inconsciente dela apenas obedece ao sistema de crenças que ela mesma adotou conscientemente ao longo de incontáveis vidas. Ao perceber isto, a pessoa já não dará mais tanta atenção àquela constante “conversa” automática que se origina a partir do inconsciente dela (carregada de emoções e sentimentos também), na certeza de que faz-se necessário questionar tudo, sempre confrontando tais sugestões do inconsciente com as Verdades Maiores da Vida, bem como com o que “sopra” a intuição.

Infelizmente a terrível falta de perspectiva dos supostos sábios humanos os leva a erroneamente patrocinarem uma postura de não querer como forma de atrair aquilo que se deseja…. uma verdadeira aberração pensamental — a qual ainda é potencializada por terríveis crendices religiosas e filosóficas que consideram quaisquer desejos Relativos como inadequados, mundanos ou até mesmo imundos, como se Deus (enquanto humano) não pudesse sentir desejos de todos os tipos. Eu disse todos! Repito, tais crenças são verdadeiras aberrações especulativas desprovidas de Verdade. Condenar o ato de querer é condenar a si mesmo!!!!

O que estes filósofos não compreendem é que o ato de querer não parte da ideia da falta, da ideia de não termos — num dado instante, dentro da ficção do Jogo — aquilo que resolvemos desejar. Não, não mesmo! Isto é uma falha de interpretação!

Todo querer parte da intuitiva certeza do merecimento, da intuitiva certeza de que você é um Todo que contém tudo e todos, e de que por isto tudo já lhe pertence. Isto lhe leva a Naturalmente querer experimentar toda a “paleta de cores” que a vida tem a oferecer, para assim poder pintar exatamente aquele cenário que você tanto quis experimentar.

Vamos a um exemplo prático bem simples para dar mais clareza e profundidade ao que está sendo explicado quando se trata de pintar o cenário da sua vida e recheá-lo com seus desejos.

…. (continua no Livro A JORNADA DO EU RELATIVO, Livro 2, seção BOOKS deste Blog)

Bem-vindo à CONSCIÊNCIA ELEVADA.

JORGE ZAHELL


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Boa sorte!

JORGE ZAHELL

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2 Comments Add yours

  1. Filipe's avatar Filipe says:

    Concordo com seu raciocínio, referente ao querer, desejar.

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    1. Jorge Zahell's avatar Jorge Zahell says:

      Pois saiba que os gurus mais famosos do mundo (de vários países) não concordam comigo (nem com você)! Para eles, TODO ato de querer é patrocinado pela ideia da falta, daí o desejo (segundo eles).
      Mas a Verdade é que eles ainda não entenderam que um QUERER pode ser patrocinado também pela certeza de já possuir aquilo em outros níveis, justificando por isso a vontade de querer então manifestar aquilo aqui também (aquilo que você já SABE ser seu).
      De qualquer forma, esse ponto de vista que passei me chegou sobrenaturalmente. Eu me dedico a passar adiante o que chamo, nos meus livros, de Verdades Maiores da Vida (imutáveis).

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